Toda intimidade em um click

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Como criar um orçamento familiar.

Desentendimentos e stress causados por assuntos de dinheiro podem trazer muitos conflitos para o relacionamento de um casal. Por isso, criar um orçamento familiar mensal é uma ferramenta muito útil. Ela ajuda não apenas a controlar o seu histórico de despesas, mas também a analisar como você usa o seu dinheiro e identificar áreas de despesa excessiva, onde é possível poupar.

O orçamento mensal é uma ótima forma de organizar as suas finanças do casal porque coloca diante dele de forma simples e rápida a informação básica sobre todos os movimentos do seu dinheiro. Ali está resumida toda a nossa vida financeira num pequeno mapa onde as orientações surgem da conjugação dos números.
Mas por onde começar?
É muito simples elaborar um orçamento familiar em apenas 4 passos:
1. AS RECEITAS
Todo o dinheiro que entra. Podem ser receitas fixas, como salário, ou variáveis, como comissões e vendas. Se não há como saber o valor exato até recebê-lo, você pode trabalhar com uma estimativa.
2. AS DESPESAS FIXAS
Despesas fixas são aquelas que ocorrem regularmente e têm um valor relativamente constante, como por exemplo, água, luz, telefone, condomínio, alimentação, gás, prestações ou aluguel etc.
3. DESPESAS VARIÁVEIS
São aquelas que sempre acontecem mas não o valor não é constante, podendo em alguns meses ser de montante considerável e em outros de montante mínimo ou zero, como por exemplo, lazer, viagens, consertos e reparações, etc.
4. SITUAÇÃO LÍQUIDA
Uma vez ingerindo as informações do 1 ao 3, subtraímos todas as despesas das receitas.
Se o saldo for positivo, mostra que existe margem para investimentos e poupanças.
Se o saldo for negativo, temos um sinal de alerta que aponta a necessidade de fazer algo rapidamente para mudar este resultado.
Se o valor for nulo, também é necessário identificar áreas de ajuste nas despesas ou considerar aumentar a receita.
DICAS
O casal deve sentar com lápis e papel na mão, calculadora, extratos bancários etc. e reunir toda a informação no orçamento familiar conforme explicado acima. Daí, deve atualizar os dados pelo menos uma vez por mês, de preferência perto do final do mês, com o objetivo de avaliar os seus gastos e ganhos e identificar o que melhorar para o mês seguinte.
Lembre-se que “orçamentar” significa estimar. Portanto, a função principal desta ferramenta é todos os meses estimar o mês seguinte para que depois possa analisar desvios no que foi estimado.
É comum na maioria dos casais um parceiro ser melhor na criação e manutenção desta ferramenta do que o outro. Portanto, se seu marido ou esposa não é do tipo que vai sentar e fazer isso com você, não se chateie. Apenas faça você e então apresente a informação a ele ou ela. O importante é terem os números diante de vocês para que sirvam de base para decisões e planos financeiros que afetam a família.
Você pode usar um simples caderno com linhas para fazer seu orçamento todos os meses, à venda nas papelarias. Mas hoje é muito mais fácil fazê-lo em um computador, onde os cálculos são feitos automaticamente. Alguns bancos fornecem esta ferramenta para seus clientes. De qualquer forma, coloco aqui neste link um exemplo de uma planilha de orçamento familiar para Microsoft Excel, que você pode baixar e adaptar para a sua situação. Se o link anterior não funcionar, tente este.
CONCLUSÃO
Fazer um orçamento familiar não é bicho de sete cabeças. Mas é uma ótima forma de lembrar a regra principal de economia: gastar menos do que ganha.
Fonte: http://www.renatocardoso.com/blog/2013/01/12/como-criar-um-orcamento-familiar/


domingo, 8 de dezembro de 2013

CASAMENTO E RELAÇÕES AMOROSAS - WALDEMAR MAGALDI

Olá pessoal!
Estou trazendo mais essa contribuição para enriquecer nossos debates mas, sobretudo, para propiciar informações valorosas do ponto de vista da psicologia que, certamente irão ajudar muitos dos nossos leitores e colaboradores. Boa leitura e boa sorte para todos.
Adriano Carlos Pinto


Apresentação


Waldemar Magaldi - Sou formado em Psicologia, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. Mestre e Doutor em Ciências da Religião. Por ter atuado tanto no meio corporativo de empresas multinacionais quanto no comércio varejista, tenho vasta experiência nas demandas do mercado econômico. Atualmente, atendo clientes em meu consultório, faço palestras, coordeno e ministro aulas em cursos de especialização e publiquei o livro: " Dinheiro, saúde e sagrado".


CASAMENTO E RELAÇÕES AMOROSAS





Livro "Dinheiro, saúde e sagrado"

A leitura deste livro possibilita o entendimento da razão pela qual o ser humano contemporâneo deixou de trocar livremente e passou a acumular, muitas vezes, por meio de consumo do supérfluo, ficando à mercê de um mercado que pretende ser hegemônico, colocando inclusive o dinheiro como caminho de cura e salvação. E é a partir do cenário da monetarização da dádiva, cada vez mais estimulado pela economia do capitalismo selvagem, que estimula a competição, o acúmulo, a exclusão e o consumo do supérfluo que poderemos refletir porque que as pessoas vão ao Shopping para comprar o que não precisam, com o dinheiro que ainda não possuem, para impressionar quem não conhecem e parecer ser o que não são!
É por meio dos métodos da amplificação do conhecimento, advindos da psicologia analítica, e da integração dos saberes, que os conceitos são construídos, ficando compreensível as razões que levam aos apegos. Estes geram as necessidades de controle que, por sua vez, exige poder para “aprisionar” ou acumular o objeto de desejo, até que tragicamente, começam a surgir os sintomas de adoecimento nas instâncias materiais, biológicas, psicológicas, sociais e até mesmo espirituais, produzindo agressão e destruição, tanto no desejante quanto no desejado.
É a partir do homem contemporâneo que este livro de situa, objetivando ampliar o entendimento das relações que o dinheiro estabelece, consciente e/ou inconscientemente, com o sagrado, a saúde, a salvação e os outros tipos de demandas e fenômenos culturais tão presentes hoje nas questões existenciais da humanidade capitalista.
Isso porque, de forma mais evidente na sociedade ocidental, a cura e o sagrado se referem à busca de salvação. Portanto, este livro pretende contribuir para o entendimento de que o dinheiro é para o ser humano contemporâneo, uma fonte de inesgotável de energia e de transformação, além de esperar que ele sirva de estímulo para que os leitores também se interessem pelas implicações do dinheiro, possibilitando a busca de um mundo mais amoroso e integral.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O LIVRO: "DINHEIRO, SAÚDE E SAGRADO"


1 - O senhor diz que as pessoas compram o que não precisam, com dinheiro que não possuem para impressionar quem não conhecem. O que as leva a fazer isso? O que sugere que façam para mudar esse tipo de atitude?

Magaldi - Creio que as razões para essa situação são o medo e a falta de sentido existencial. As mudanças de atitude, a meu ver, dependem apenas do autoconhecimento. Só ele poderá nos dar a capacidade de sermos menos impulsivos para podermos refletir sobre o porquê e o para que de cada ato existencial. Só assim deixaremos de consumir o desnecessário, o descartável e o luxo, para nos sentirmos pertencentes às estruturas sociais.

2 - Qual a relação entre dinheiro, saúde e sagrado? Como conciliar esses três itens, aparentemente tão distintos?

Magaldi - Dinheiro, saúde e sagrado se interpenetram. Geralmente a falta de um acaba produzindo a perda ou o aumento dos outros. Em muitas situações notamos que a falta de saúde produz perda de dinheiro e aumento de sagrado. Em outras a falta do sagrado produz aumento do dinheiro e a perda da saúde. Ou, na maioria das vezes, a falta do dinheiro produz o aumento do sagrado e a perda da saúde. Obviamente isso não é uma regra, e esses movimentos acontecem de forma dinâmica e natural, sempre integrando as demandas humanas do bem, do belo e do verdadeiro, presentes nas religiões, nas artes e nas ciências, respectivamente. E, a melhor forma de conciliar essas demandas é por meio do uso consciente do dinheiro. Ou seja, transformar o dinheiro em um elemento facilitador tanto para o sagrado, e toda sua estrutura ética e moral, quanto para a saúde, não só do indivíduo, mas da sociedade e do meio ambiente.

3 - No início do livro "Dinheiro, Saúde e Sagrado" o senhor comenta que durante suas pesquisas percebeu que as pessoas superestimam o papel do dinheiro em suas vidas. Há algum meio de mudar a atual visão existente sobre o dinheiro?

Magaldi - Qualquer análise histórica e antropológica deixa evidente a capacidade adaptativa, criativa e transformadora da espécie humana, principalmente nas situações de crise onde a superação acaba produzindo evolução. Não por acaso que o ideograma chinês que representa a crise também represente a oportunidade. Esta capacidade, por um lado, possibilitou nossa realidade científica e tecnológica, inimaginável a menos de cinqüenta anos atrás, e acabou contribuindo para a monetarização da vida, da saúde e da dádiva. Por outro lado, está nos levando para uma nova crise com repercussão ecológica, social, cultural, física, psíquica e espiritual, manifestada na forma de sintomas ambientais, comportamentais, relacionais, psicossomáticos, psiquiátricos e religiosos. Por isso tantas catástrofes, fanatismos, dependências, abusos, compulsões, com consumo exagerado de remédios, divórcios, solidão, desigualdades, exclusão, entre outras patologias.
Como o dinheiro é apenas uma energia que pode ser direcionada para qualquer foco, facilmente poderá ser usado para reverter essa situação crítica e alarmante que está se afigurando para o nosso futuro. Porém, para que isso aconteça, é necessário que uma quantidade significativa de pessoas passe por uma mudança de paradigmas, libertando-se das duas rodas viciosas e assimétricas que mantêm a engrenagem do atual capitalismo utilitarista em movimento. A roda maior, que é representada pela maioria das pessoas, movimenta-se num contínuo circular entre consumo, dívidas e trabalho, enredando e, conseqüentemente, alienando os indivíduos nesta rotina repetitiva. A roda menor, por sua vez, é representada por um pequeno número de pessoas, que vem diminuindo gradativamente, igualmente aprisionando-as no continuum circular entre poder, lucro e acúmulo. Sendo que, no eixo central desta engrenagem está a tentativa iludida da negação do medo e da angústia, temáticas inerentes e imanentes em todos os seres humanos, associadas ao desejo de se sentir pertencente e engajado em algum grupo social.
Por causa da angústia somos invadidos pelos temores da solidão, do receio da morte, do medo da liberdade e da falta de sentido existencial. Para quem ainda não conquistou o autoconhecimento, esses medos produzem reações defensivas caracterizadas pela contínua "obrigação" de se sentir pertencente, necessário, importante, produtivo, rico, saudável, acumulando posses e muitos deleites. Essas "obrigações", por sua vez, são responsáveis por uma infinita quantidade de dependências, abusos e compulsões. Entre elas os desejos de poder, de acúmulo, de consumo, associados à busca de prazer imediato, que acabam dando um alívio transitório à angústia, apesar de alienar e manter as pessoas mais aprisionadas às rodas viciosas.
Todo indivíduo que conseguir sair das rodas, além de transgredir o sistema, poderá repensar o sentido e o significado da sua existência, enfrentando o medo, aliviando sua angústia existencial, diminuindo seu consumo, reaproveitando e reciclando tudo o que for possível. Atividades absolutamente necessárias para que o futuro da humanidade seja viável, apesar de deixar todas as atuais estruturas capitalistas absolutamente assustadas, pois todo planejamento delas está calcado na utopia do crescimento continuado e infinito. De qualquer modo, com ou sem sofrimento, acredito que a civilização irá encontrar um novo modelo que redistribuirá a riqueza de forma igual e includente, restaurando tanto a cura quanto sacralização e o encantamento do mundo. Ressaltando que cura é sinônimo de integridade e de consistência, ou seja, entusiasmo, sentido e significado existencial.

4 - O que é o sagrado de que o senhor fala?

Magaldi - Entendo que o ser humano é a resultante de um processo evolutivo que engloba o corpo, a alma, o espírito e a consciência - para os gregos: soma, psique, pneuma e nous, respectivamente. O corpo, por ser um composto mineral, é finito e passível de decomposição, equivale ao hardware do computador. A alma, ou psique, representa a totalidade das temáticas emocionais, influenciando na formação do caráter e no modo em que o indivíduo vai processar os vários tipos de afetos, ou estímulos existenciais, equivalendo ao software do computador. O espírito é a energia vital que mantém corpo e alma unidos, é um fragmento da expressão sagrada do uno presente em todas as formas existentes, equivalente a energia elétrica que mantém o computador ligado. E a consciência, por sua vez, é o que nos dá o sentimento de presença no presente, é a capacidade de tomada de conhecimento dos mundos externo e interior, do que somos, do que sabemos, do que não sabemos, onde estamos e para onde vamos, representada pelo usuário/programador do computador.
Somente pelo viés da consciência que podemos fazer modificações nas outras três dimensões. Então, é na jornada do autoconhecimento que iremos alcançar a integridade e o sentido existencial que nos aproximará do sagrado, o reconhecimento do todo e a necessidade de servir a esse todo. Por isso, o sagrado equivale ao numinoso, aquela instancia que é simultaneamente fascinante e tremenda, provocando desejos paradoxais entre atração e medo. Porém, na minha experiência clínica, essa instancia é a mais importante a ser trabalhada, pois poderá possibilitar a conquista perene da felicidade, mesmo quando as pessoas tenham que lidar com as experiências de alegria ou tristeza, naturais da vida. Neste sentido, compartilho com a afirmação dada por C. G. Jung, ao dizer que no âmago das queixas de seus clientes estavam as questões religiosas, no sentido de religare que é a re-ligação da consciência com a totalidade, tanto intra quanto extra psíquica, para que o indivíduo encontre o sentido e o significado da sua existência.

5 - Qual a importância da espiritualidade para o ser humano?

Magaldi - Infelizmente, a maioria dos nossos lideres são pessoas com grande capacidade intelectual, mas empobrecidos moralmente, justamente por faltar a eles a dimensão espiritual. É na dimensão espiritual que os sentimentos de amor e tolerância, associados à ética e ao respeito, a si mesmo e aos próximos, podem acontecer. Como valorizamos apenas a aparência do mundo horizontal, a vida interior do mundo vertical fica de lado e é por isso que vemos tantos escândalos, corrupções, egoísmos, exclusões e abusos.
Só um indivíduo espiritualizado terá serenidade e discernimento para lidar com as dificuldades, aceitando os fatos imutáveis e buscando a transformação dos mutáveis. Lembrando que ninguém transforma ninguém, mas ninguém se transforma sozinho.

6 - O senhor pertence a alguma corrente religiosa?

Magaldi - Atualmente, depois de tanto estudo e experiências em busca da "re-ligação" do eu com o inconsciente, pessoal e coletivo, cheguei à infeliz conclusão de que, a grande maioria das religiões éexotérica, ou seja, coloca o sagrado ou Deus numa dimensão exterior. Com isso, elas tentam ser uma espécie de "despachantes" que prestam o serviço de intermediar nossa relação com o sagrado, e acabam deixando de exercer a re-ligação - função fundamental que todas as religiões deveriam assumir. Então, para recebermos o serviço desta intermediação, devemos ficar acorrentados nos dogmas, mitos e ritos da religião exotérica escolhida ou "contratada", e deixamos de nos conhecer verdadeiramente. Por isso, acabei aderindo à idéia de que quando a humanidade conseguir perceber que Deus está em tudo e não pertence a nada, ela encontrará a verdadeira religiosidade e se libertará das religiões que só servem para a vaidade e enriquecimento dos seus lideres. Situação bem diferente nas poucas e pequenas tradiçõesesotéricas, que levam o indivíduo a reconhecer o sagrado e a divindade dentro dele, na sua imanência, para depois poder atingir a transcendência desejada.
De qualquer modo, mesmo as religiões exotéricas, possuem determinados conhecimentos que podem ser úteis para o processo de autoconhecimento. O problema é ficarmos fanatizados ou acorrentados a elas, que também fazem o uso abusivo dos sentimentos de medo, culpa e vergonha, para fidelizar seus fiéis adeptos.

Mais perguntas e respostas: http://www.waldemarmagaldi.com/index.php?sec=artigos&id=40&ref=perguntas-e-respostas-sobre-o-livro-


sábado, 7 de dezembro de 2013

A Ordem Ética

Wagner Siqueira

Rio de Janeiro / RJ

A Ordem Ética intervém nas Ordens Técnicocientifica, Institucional-legal e Moral, sem no entanto aboli-las, e, muito mais como motivação para o sujeito do que como regulação para o sistema.



As palavras moral e ética são sinônimas, perfeitamente intercambiáveis por suas acepções comuns advindas do latim e do grego. Ambas se referem aos costumes. Mas, concordemos, uma palavra não vale como conceito. Assim, referenciado por Kant, entenda-se moral "por tudo o que se faz por dever" e por ética "tudo o que se faz por amor".
É claro que a moral e o amor quase sempre nos estimulam às mesmas ações. Mas aqui a ética funciona para complementar ou para abrir ainda mais a Ordem Moral. A Ordem Ética é a Ordem do Amor.
É na Ordem Ética ou na Ordem do Amor que se encontram o amor à verdade, o amor à liberdade, o amor à humanidade ou o amor ao próximo.
O amor intervém, portanto, na Ordem Tecnocientífica , na Ordem Juridico-Politica ou Institucional-Legal, e na Ordem Moral sem aboli-las, e muito mais como motivação para o sujeito do que como regulação para o sistema.
Por exemplo: na economia o amor ao dinheiro ou ao bem-estar tem o seu papel, é claro, mas não basta para proporcionar nem a riqueza nem o dolce-farniente de uma vida de confortos.
Do mesmo modo, o amor à verdade pode ser uma motivação importante na Ordem Tecnocientífica, especialmente para os cientistas em seus laboratórios, mas não substitui a demonstração cientifica e a comprovação técnica das pesquisas e dos avanços do conhecimento.
Tampouco o amor à liberdade na Ordem Jurídico-Política ou Institucional-Legal basta para assegurar a democracia numa sociedade.
O amor ao próximo só tomaria o lugar da moral se pudesse existir sem ela, se reinasse entre os homens em sociedade, o que está, infelizmente, muito longe de acontecer. Isto se um dia puder acontecer, o que não parece minimamente provável num horizonte de tempo previsível. Afinal, se o homem tivesse jeito 2000 anos depois de cristo estaria tudo resolvido, não mais viveríamos neste vale de lágrimas, mas no paraíso da humanização.
wagners@attglobal.net
WWW.wagnersiqueira.com.br

A ética nos relacionamentos amorosos - Aradia Rhianon










Aradia Rhianon

A ética nos relacionamentos amorosos

Ao escrever este artigo já posso antever a reação dos leitores diante do tema.


O vocábulo “ética” está na moda. É citado em muitos contextos da atualidade.


Não sou sexóloga, futuróloga, piscóloga. Apenas registro meu pensamento sobre a reincidência dos fatos que veno observando no dia-adia.


A ética nos relacionamentos amorosos poderia ser mais respeitada e vivenciada. Penso em amantes de pele, olho, boca, chuveiro, cama, pão com queijo, água e sabão. Que se amam com sôfrega paixão, invadindo o espaço do amado, pisando nas flores dos jardins interiores do companehiro, “traindo” a essência dos sentimentos em simples, inocentes gestos, impensados, e mesmo incoscientes, mau educados.


 Penso na senhora casada de meia idade que por confiança no parceiro, esqueceu de pedir que ele usasse o preservativo, talvez envergonhada (idiota, mesmo),  esquecida do óbvio, a prevenção. Um dia desmaia ao saber que é portadora do HIV. Penso nas mocinhas sonhadoras, embaladas nos sonhos ilusórios da adolescência, que de vez em quando, ficam aturdidas com o atraso da menstruação, sem avaliar que além da preocupação diante de gerar um novo ser, outras surpresas poderá enfrentar, como as reais “DSTs” e suas conseqüências.


Imagino os rapazes iludidos e de egos plenos achando que terão mais “prazer” se não usarem o preservativo na hora do ato sexual.


Em nome do sentimento maior, assistimos diariamente, avanços, devassas, constituindo verdadeira agressão a convivência do ser humano em sua essência. Atos de violência, transgredindo a lei maior do amor.


Lhes pergunto: Onde está a ética? (Talvez, precisasse fazer uma visita a ótica e comprar um bom par de óculos)  ÉTICAX ÓTICA, risos ....


Sem mencionar aquela namorada ciumenta que aproveita o momento do banho e mergulha no celular do amado, só para dar uma espiadinha, e ao ler qualquer “torpedo” com assinatura feminina, imagina, sei lá o que, mas que maltrata o sentimento, e desprovida de ética com a relação pisa fundo no acelerador e ainda acha-se dona da verdade, posso vê-la como um dragão medieval soltando fogo, não labaredas, para o amado, debaixo do chuveiro.


Sem contar os inseguros, maldosos e inconvenientes “verdes” jogados para os amigos, parentes, a fim de “colher” informações não comunicadas pelo parceiro, ou simplesmente inexistentes, inventadas pelas mentes doentes dos companheiros que não estão a altura de corresponder com dignidade o sentimento que recebem.


E também quando após longo período de união, vem a separação e começam a jogar lama nos fatos do passado, entornando, sujando, uma pessoa, com comentários com os amigos, às vezes, na maioria, pessoas que nem sempre conheciam de perto a relação ou os parceiros envolvidos.


Não posso comentar sobre tais fatos, sem deixar de lamentar a triste e desaparecida “ética” nos relaciomentos amorosos. A falta de nutrição e alimentação à essência que une dois seres, só pode gerar violência, desgraça, sofrimento, destruição da beleza de estar amando ou ser amante.


Lembremo-nos que o vocábulo “ética não precisa estar na moda, o importante é não ser esquecido e ficar escondido, trancafiado em qualquer gaveta  de um armário qualquer.


Desejo que meu artigo não seja descartado, enviado para o “trash” de sua consciência ou amassado e jogado na sua cesta de lixo chamada memória.


O amor não pode mais ser tão massacrado, segundo a segundo. Vamos pegar o pincel e pintar o nosso amor bem bonito, embelezá-lo ainda mais.

Aradia Rhianon

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O que é Ética?



No nosso dia-a-dia não fazemos distinção entre ética e moral, usamos as duas palavras como sinônimos. Mas os estudiosos da questão fazem uma distinção entre as duas palavras. Assim, a moral é definida como o conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. A moral é normativa. Enquanto a ética é definida como a teoria, o conhecimento ou a ciência do comportamento moral, que busca explicar, compreender, justificar e criticar a moral ou as morais de uma sociedade. A ética é filosófica e científica.
“Nenhum homem é uma ilha”. Esta famosa frase do filósofo inglês Thomas Morus, ajuda-nos a compreender que a vida humana é convívio. Para o ser humano viver é conviver. É justamente na convivência, na vida social e comunitária, que o ser humano se descobre e se realiza enquanto um ser moral e ético. É na relação com o outro que surgem os problemas e as indagações morais: o que devo fazer? Como agir em determinada situação? Como comportar-me perante o outro? Diante da corrupção e das injustiças, o que fazer?
Portanto, constantemente no nosso cotidiano encontramos situações que nos colocam problemas morais. São problemas práticos e concretos da nossa vida em sociedade, ou seja, problemas que dizem respeito às nossas decisões, escolhas, ações e comportamentos - os quais exigem uma avaliação, um julgamento, um juízo de valor entre o que socialmente é considerado bom ou mau, justo ou injusto, certo ou errado, pela moral vigente.
O problema é que não costumamos refletir e buscar os “porquês” de nossas escolhas, dos comportamentos, dos valores. Agimos por força do hábito, dos costumes e da tradição, tendendo à naturalizar a realidade social, política, econômica e cultural. Com isto, perdemos nossa capacidade critica diante da realidade. Em outras palavras, não costumamos fazer ética, pois não fazemos a crítica, nem buscamos compreender e explicitar a nossa realidade moral.

No Brasil, encontramos vários exemplos para o que afirmamos acima. Historicamente marcada pelas injustiças sócio-econômicas, pelo preconceito racial e sexual, pela exploração da mão-de-obra infantil, pelo “jeitinho” e a “lei de Gerson”, etc, etc. A realidade brasileira nos coloca diante de problemas éticos bastante sérios. Contudo, já estamos por demais acostumados com nossas misérias de toda ordem.

Naturalizamos a injustiça e consideramos normal conviver lado a lado as mançôes e os barracos, as crianças e os mendigos nas ruas; achamos inteligente e esperto levar e os mendigos nas ruas; achamos inteligente e esperto levar vantagem em tudo e tendemos a considerar como sendo etário quem procura ser honesto. Na vida pública, exemplos é o que não faltam na nossa história recente: «anões do orçamento”, impeachment de presidente por corrupção, compras de parlamentares para a reeleição, os medicamentos "b o", máfia do crime organizado, desvio do Fundef, etc. etc.

Não sem motivos fala-se numa crise ética, já que tal realidade não pode ser reduzida tão somente ao campo político-econômico. Envolve questões de valor, de convivência, de consciência, de justiça. Envolve vidas humanas. Onde há vida humana em jogo, impõem-se necessariamente um problema ético. O homem, enquanto ser ético, enxerga o seu semelhante, não lhe é indiferente. O apelo que o outro me lança é de ser tratado como gente e não como coisa ou bicho. Neste sentido, a Ética vem denunciar toda realidade onde o ser humano é coisificado e animalizado, ou seja, onde o ser humano concreto é desrespeitado na sua condição humana.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Algumas dicas essenciais para equilibrar o amor e as finanças

Amor e Finanças combinam com relacionamento amoroso?       




Amor e finanças podem sim ser muito bem assimilados num relacionamento em que o casal tem como foco, a prosperidade, a qualidade de vida, além de tantas outras coisas que visam a blindagem do relacionamento.  Separei mais essas dicas bem interessantes para contribuir com meus leitores. Espero que tirem proveito e compartilhem com as pessoas que vocês quem bem. Boa leitura.

1 – DIÁLOGO E BOM SENSO: Todos os gastos precisam ser discutidos entre o casal. As contas fixas, como aluguel, contas de consumo, despesas com alimentação, educação, transporte, tributos, financiamentos, dentre outras, devem ser de conhecimento de ambos e se possível, os valores divididos de forma justa, considerando a renda mensal de cada parceiro. Abrir uma conta-corrente conjunta e manter cartões com adicionais são atitudes que podem simplificar o controle do orçamento, no entanto, também podem interferir na privacidade de cada um, gerando crises infindáveis. Defina a melhor estratégia, de acordo com o perfil do casal, e mantenha o orçamento no azul.

2 – DESPESAS EXTRAS: Todos têm sonhos de consumo, porém, quando se vive um relacionamento a dois, antes de se adquirir um item supérfluo ou que não seja de primeira necessidade, deve haver consenso. Realmente é necessária a troca do veículo neste momento? Aquela bolsa caríssima não pesará no orçamento do mês? Precisamos comprar um modelo mais moderno de TV ou celular? Não estamos exagerando em jantares e passeios? Conversar constantemente sobre estas questões é extremamente saudável. O importante é manter o tom amistoso e não de cobrança mútua ou recriminação.

 3 – FILHOS: Quando chegam os filhos, mudam as prioridades. As despesas fixas geradas por uma criança devem ser computadas na ponta do lápis e administradas com muito rigor. Aderir a um bom plano de saúde e começar a pensar na educação da criança passam ao topo da lista de preocupações do casal. E, principalmente, nos primeiros meses de vida, tanto a rotina, quanto os gastos do casal, devem ser revistos e adequados à nova situação.

 4 – CONSTRUINDO UM FUTURO: Investir é preciso. Seja para a realização de um ideal maior de consumo, como a compra de um imóvel, ou para a garantia da universidade do filho e de uma aposentadoria mais digna, o casal deve começar a poupar o quanto antes. Definam um valor mensal para cada parceiro e invistam. Escolham um produto adequado ao perfil e aos planos do casal e não esperem aquela grana ‘sobrar’ para guardar. Nesse sentido, também é importante ensinar aos filhos o valor do dinheiro. Se educação financeira fosse ensinada às crianças, o que chamo de ‘filosofia do cofrinho’, na qual, desde a infância, o indivíduo aprende a guardar as suas economias, mesmo que centavos de real, para atingir um objetivo de longo prazo, com toda certeza, o mercado de investimentos no Brasil seria muito mais desenvolvido.

Fonte: http://blog.investmania.com.br/2013/08/07/no-amor-e-nas-financas-e-possivel-encontrar-um-equilibrio/


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Uma “nova” ética para os relacionamentos amorosos





Por Rosana Biondillo

Não sei se entendi, mas minhas observações estão se transformando numa pesquisa informal: observo as atitudes de pessoas que eu conheço, que são somadas aos comentários que ouço e aos desabafos que escuto. E, pasmem, depois de um tempo fazendo isso, passei alguns meses me sentindo quase um lixo de mulher.

Querem saber por quê?

Porque eu “descobri” uma coisa que já anda acontecendo há séculos, mas que nunca antes me chamou tanto a atenção:

Por ter, como todos vocês que me lêem agora, passado por algumas amargas experiências no setor dos relacionamentos amorosos, comecei a prestar mais atenção à minha volta, procurando entender pelo menos um pouco do que andou me acontecendo.

As pessoas fazem sexo primeiro pra descobrir se se gostam como pessoas depois!


Primeiro se transa, depois se vê se se admira.

Primeiro se transa, depois se vê se se respeita.

Primeiro se transa, depois se vê se se importa.

Esse comportamento antes era tido como masculino, porque os homens, mais do que as mulheres, costumavam agir assim. Homens traíam mais e selecionavam menos suas parceiras. Sem querer ser machista ou preconceituosa, essa era a idéia geral. Hoje, não mais.

Hoje, de acordo com algumas estatísticas mais recentes e pelos meus estudos informais, as mulheres traem quase na mesma proporção e já selecionam bem menos seus parceiros. A ponto de eu ter chegado a ouvir, de uma garota de apenas 18 anos, a seguinte constatação:

É bom eu ficar com esse mesmo (leia-se: namorado), porque tá difícil de encontrar homem.

Embora chulas, essas foram as exatas palavras que escutei. E, considerando-se que estamos no século XXI, é tudo muito triste, não é?

Assim como já me foi triste ter que ouvir que eu sou muito sensível e que me importo muito em fazer a coisa certa. A sugestão que eu mais ouvi e ouço até hoje é:

Deixa rolar pra ver no que vai dar!


Confesso que passei uns tempos bem desanimada, até desapontada comigo mesma, simplesmente por não conseguir ser assim. Até que comecei a realizar que, apesar de tudo isso, essas mesmas pessoas, homens e mulheres, não estavam assim tão felizes. Pelo menos, nem um terço do que esperavam ser.

Descobri, também, que eles não conseguem ser tão espontâneos quanto gostariam, e que passam boa parte do tempo em elucubrações estratégicas para fazer o relacionamento racionalmente “valer a pena”.

Mas foi aí também que eu percebi uma coisa fantástica, que mudou meu olhar e me trouxe uma certeza reconfortante:é essencial poder ser diferente, embora não seja nada fácil.

Acabei, a duras penas, descobrindo que eu adoro poder ser mulher e ser feminina, que eu não gosto de medir forças quando me interesso sinceramente por um homem, e que eu admiro demais as pessoas que conseguem ficar sozinhas sem ser solitárias, que não sucumbem a qualquer apelo pra ter alguém do lado.

Descobri que repugno essa safra de mulheres-profissionais e de homens-sazonais.

Descobri que a maioria é, quase sempre, burra (não estou falando de QI, mas de consciência) e que existem coisas que não se faz, mesmo que muuuuuuuuuita gente esteja fazendo1.

Descobri que a maior ética para qualquer relacionamento, especialmente aqui o homem-mulher, é tão antiga e tão suprema:

Não faça ao outro aquilo que você não gostaria que fizessem a você.


Não traia, a não ser que você ache o máximo ser traído/a; não brinque com os sentimentos de ninguém, a não ser que você receba de bom grado esse mesmo tipo de tratamento; não mantenha uma relação apenas por não ter ninguém melhor no momento ou por conveniência, ou apenas porque você não suporta nem a idéia de ficar sozinho/a.

O tempo é precioso demais pra não levar a lugar nenhum. Em resumo: não enrole!!!

Posso continuar escrevendo por horas a fio, mas acho que já deu pra entender.

Evoluir como seres humanos é tarefa árdua para homens e mulheres, sem distinção, pois em essência, somos todos um. Como dizia o filósofo Santo Agostinho: na essência a unidade, na aparência a liberdade. E como também diziaKrishnamurtia liberdade não é uma reação – é um sentimento.

Em pleno século XXI, quando o assunto são os relacionamentos amorosos, a grande liberdade é saber se comprometer consigo mesmo: sem egocentrismos, sem possessividades, sem dependências, oferecendo apenas o seu melhor e fazendo despertar no outro o que ele tem de melhor.