Toda intimidade em um click

domingo, 25 de junho de 2017

A Equação do Casamento


Com 20 anos de experiência clínica, Luiz Alberto Hanns lança livro em que desvenda "A Equação do Casamento". Entenda e veja, ainda, os sete pecados capitais da vida a dois



Viver a dois é uma arte. Saber lidar com os desafios de estar casado hoje em dia é o que o psicólogo Luiz Alberto Hanns propõe no livro “A Equação do Casamento - O Que Pode (ou Não) Ser Mudado na Sua Relação” (Editora Paralela), uma coletânea dos temas de conflito e convergências do casamento compilados ao longo de seus 20 anos de experiência clínica.


Palestrante com os cursos mais disputados na Casa do Saber, centro de debates em São Paulo, o autor, que atualmente ministra uma série de encontros sobre o tema iniciada no final do mês passado, sugere que cada um monte a sua própria equação do casamento, com base em negociações e ajustes de desejos próprios e do(a) companheiro(a). Enxergar as fortalezas e vulnerabilidades da relação e entender o que pode ou não fazer você feliz no casamento depende de seis fatores.

Parcial na maioria dos casamentos, a compatibilidade psicológica é o primeiro deles. “É muito raro existir um casal totalmente compatível”, analisa Luiz. Um tipo de desencontro muito comum é um cônjuge ser perfeccionista e o outro, bagunceiro. “Diferentemente das uniões do século 20, em que as pessoas se conformavam com seus status, no casamento contemporâneo as pessoas se incomodam mais e precisam aprender a negociar com suas diferenças”, avalia.

Saber lidar com divergências sem ter de brigar é do que trata o segundo fator, que são as competências do convívio a dois. Daí a importância de seguir uma etiqueta de casamento e convívio, que preserva o casal e estabelece a conexão com o parceiro. Hanns acredita que manter boas maneiras propicia o aumento da taxa de satisfação e, consequentemente, a redução na de divórcio.



A varinha de condão de uma relação moderna, que ajuda a ajustar as complementaridades, são os graus de consenso, o terceiro fator. “A maioria dos casais tem um grau médio de consenso. A principal divergência diz respeito a direitos e deveres de gênero e educação de filhos”, aponta. Aliás, este é o grande motivo dos conflitos matrimoniais, pois a maioria dos casais tem altas expectativas em relação a gostos e interesses em comum.




De novo, na época dos nossos avós não era bem assim. No casamento patriarcal os casais eram mestres em se conformar com seus modelos de vida. “Eles não eram mais felizes do que nós, apenas eram mais satisfeitos com o modo que viviam”, explica. Os usos e costumes eram mais claramente estabelecidos e o casamento era indissolúvel. “Hoje qualquer briguinha é motivo para pedir a separação. Isso porque as pessoas se incomodam muito mais”.



Nossos avós não eram mais felizes do que nós, apenas eram mais satisfeitos com o modo que viviam








O ponto quatro é a vida sexual, que pode ser incrementada para não se tornar uma tumba matrimonial. “As competências do convívio a dois não garantem o tesão, mas ajudam a manter o que existe e não destruí-lo”, relaciona o terapeuta.





A conexão emocional pode ajudar muito com as assimetrias sexuais. Talvez porque ao longo do casamento as pessoas não vivam na cama: há filhos, zeladorias domésticas, lazer. Portanto, não basta que apenas a cama seja boa.



O quinto fator é o estresse. São os filhos problemáticos, desemprego, problemas financeiros e até parentes invasivos. Como frustrações externas são comuns na vida moderna, Hanns alerta que as pessoas estão mais e mais nervosas. “Elas tendem a se tornar agressivas, intolerantes e associar o parceiro a zeladorias chatas e o amante a momentos gostosos e leves”.



Logo, quanto mais o casal tiver fontes de gratificações externas, como vida social divertida, sucesso no trabalho, vida familiar gratificante, melhores são as chances de não sobrecarregar a relação com as frustrações. “Casais harmônicos que têm tudo podem sucumbir e se separar se forem submetidos a um excesso de estresse”, diz.


1: Esperar do outro o que ele não pode dar. 
A responsabilidade de ser feliz é de cada um. 

O sexto fator tende a manter o casal mais unido. Trata-se das vantagens de estar casado. “Este ajuda o casal a tolerar mais, em prol do valor que se atribui a estar casado”, explica. As razões são diversas: seja porque são dependentes do cônjuge ou porque têm medo de viver sozinhos. Para avaliar seu casamento e descobrir se ele é ótimo, médio ou insuportável, some todos os fatores. Ao descobrir o peso de cada um deles, o casal saberá o que poderá ou não ser mudado em sua relação, desde resgatar uma união em crise a lidar com um caso de infidelidade, passando pelo ajuste da sintonia sexual.


Erros e soluções

2: Não pedir desculpas. É preciso manter a conexão emocional e a 
empatia com o(a) parceiro(a). Foto: Getty Images

Para superar as divergências, Hanns aconselha ouvir o outro e construir um caminho junto ao cônjuge, aquele que contemple o consenso. “É preciso entrar no conflito de maneira leal”, recomenda.
Portanto, não se pode usar uma comunicação destrutiva, atribuindo intenções negativas ao outro. “É importante ser específico ao dizer como se sente e ater-se ao mérito da questão”.
Um grande erro que pode marcar o resto do casamento é antipatizar, fazer intrigas ou falar mal de parentes e amigos do cônjuge. “Tem que ser agregador nas relações familiares e sociais”, Hanns pontua.

3: Não se comunicar. Combine uma conversa periódica para dar espaço 
à comunicação do que se sente falta no relacionamento. Foto: Thinkstock Photos.
Zombar do parceiro e fazer comparações com outras pessoas em público também é um dos pecados do casamento. “Faça piadas sobre si mesmo e fale sempre a partir da própria experiência”, recomenda.
Não há problema em errar. Mas é fundamental aprender a pedir desculpas, manter a conexão emocional e a empatia com o parceiro. De tempos em tempos, o especialista aconselha o casal a instituir uma conversa em que cada um possa dizer ao outro do que sente falta, puxando sempre pelo lado positivo. “Manter o contato e a abertura para entender as necessidades do companheiro é importantíssimo”, diz Hanns, que finaliza: “Acima de tudo, não se pode querer do outro o que ele não pode dar”.


4: Zombar do parceiro e fazer comparações com outras pessoas em
 público é um dos deslizes mais comuns. Evite. Foto: Thinkstock Photos

5: Antipatizar, fazer intrigas ou falar mal de parentes e amigos do 
cônjuge. “Tem que ser agregador nas relações familiares e sociais”, recomenda
 Luiz Alberto Hanns. Foto: Thinkstock Photos


6: Atribuir intenções negativas ao outro torna a comunicação destrutiva. 
Sem atacar o companheiro, o ideal é ser claro e 
objetivo em relação ao que incomoda. Foto: Thinkstock Photos
7: Adotar uma postura passiva-agressiva. Não seja frio e distante, 
há modos de ficar quieto e esperar a tempestade passar sem se
 fechar. Enfrente a situação. Foto: Getty Images




domingo, 21 de junho de 2015

Qual o segredo para blindar sua relação?

Início de conversa

Como abordar esse assunto sem ter uma experiência vivenciada em duas relações completamente diferentes? Não é fácil relatar fatos do cotidiano de um casal que viveu um relacionamento por quase 30 anos e que chegou a conclusão de que deveria por um fim e iniciar uma nova jornada.
Para resumir e, já entrando na questão-chave do problema, tenho como conceito que, o que garante um relacionamento para "sempre" não se resume em uma "receita" pronta e acabada mas sim, em um amplo e complexo esforço de ambas as partes em tentar "lapidar" caráter em busca de uma ética universal: a ética do amor. 
Parece eclético por demais? Parece balela de escritor de autoajuda? 
Eu também pensei assim até conhecer a pessoa com a qual convivo e espero eternizar nosso relacionamento pois, foi com ela que aprendi, apesar de todas as minhas qualificações, que o maior exemplo de moral é a que praticamos com agente mesmo. 
Quer entender melhor essa proeza...? "Seja com a pessoa amada o que você espera dela". O segredo: reveja a "sua ética". 
Parece uma provocação? Isso mesmo... é uma provocação e um desafio. Só depende quanto você está afim de mudar a sua conduta, numa série de aspectos que dizem respeito ao seu relacionamento e, sobretudo, sobre o que pensa sobre a pessoa com a qual deseja estar o maior tempo possível de sua vida, em harmonia, em paz;  prosperando sobre todas as dimensões. 
É difícil, mas não impossível. 
Para exemplificar, vou falar sobre algumas mudanças fundamentais que, normalmente, é vista como algo sem importância para muitas pessoas e que acaba por se tornar o divisor de águas a partir de quando resolverem a rever os conceitos e fazer a mudança "necessária". Você deve trazer para o seu cotidiano (e não apenas para o seu relacionamento, isoladamente) uma postura que o leve a praticar, segundo a ética do amor (considerada a única perfeita) o seu olhar, que fala por si só; a sua fala com os amigos e estranhos (pois clarifica o seu repertório e o livrará de "micos" indesejáveis; rever o modo como cumprimentas amigos e amigas, moderando ou até evitando alguns exageros. 

Compartilhando esforços e celebrando as conquistas

Uma das coisas que mais contribui para o rompimento de relações afetivas é, sem dúvida, a disparidade de sonhos ou a falta dele por parte de um dos membros; o que acaba levando às inúmeras discussões e embates conflituosos e tensos.
Planejar juntos todas as ações que preveem o futuro do casal é sempre a melhor opção e ajuda a melhorar a confiança e o respeito mútuo entre o casal. Todos os esforços devem ser compartilhados e, consequentemente, todas as conquistas devem ser celebradas, curtidas, com a moderação necessária, pois isso estimula a participação compartilhada, aumenta a confiança, traz um ar de felicidade muito gostoso que reforça ainda mais a relação. Esse é o começo de um processo de blindagem de uma relação.
As finanças jamais poderá ser colocada em segundo plano (como fazem muitos casais no início de uma relação) e, ainda mais, deve ser pensada sempre em conjunto.





sexta-feira, 17 de abril de 2015

Amor e Finanças: assunto indispensável.



Olá pessoal!

Já postei uma matéria sobre esse tema mas, diante de tantos relatos de pessoas que passaram por situações parecidas e das inúmeras matérias e publicações do tipo e, levando em consideração ao especialista e autor do livro "Vamos Falar de Dinheiro", achei interessante dedicar aos meus seguidores pelo menos um trecho. Espero que gostem e que seja útil para compartilharem com os seus.

Finanças um assunto que não pode faltar


1. Festa de casamento



Alguns bons amigos passaram anos economizando para fazer uma grande festa de casamento. Fizeram rifa, andaram um bom tempo com roupas mais surradas, venderam carro e outros bens para garantir uma festa magnífica.



Sonho é sonho, eu não discuto essa questão desde que exista um planejamento para que o sonho se torne realidade. O problema é que muita gente acaba gastando mais do que pode, querendo oferecer o que existe de mais moderno e bonito, e inicia a vida a dois com a dívida da festa de casamento.


Qual a possibilidade dessa dívida se tornar um grande problema para os recém-casados? A chance é grande. A vida a dois é cheia de novidades, e imprevistos (que sempre acontecem) podem ser um fator de grande desgaste. Então, seja honesto com seu dinheiro: festejar é importante, mas ter a chance de começar o casamento sem dívida é crucial.

2. Imóvel: comprar ou alugar? 


“Quem casa, quer casa” é o que mais ouço como justificativa para quem começa a buscar alternativas de financiamento de longo prazo para seu imóvel assim que oficializa a união. Eu sou avesso a dívidas tão longas, capazes de comprometer o orçamento financeiro das famílias tão cedo.

Financiar um imóvel é um ato de grande responsabilidade, que só pode ser tomado com consciência para que a decisão seja a mais racional possível. Os recém-casados têm uma vida inteira pela frente, uma carreira para desenvolver e o financiamento de uma casa pode comprometer essa liberdade inicial.

E se surgir uma proposta de emprego em outra cidade ou uma bolsa de estudos fora do país? O que fazer com o financiamento? Aconselho sempre quem esta começando a avaliar muito bem essa situação: o aluguel somado à responsabilidade de guardar dinheiro e investir pode ser a melhor solução para, ali na frente, ter a casa dos sonhos com pagamento de parcelas menores, dando uma entrada maior e depois de definidos aspectos como mudança de cidade.

3. Conta conjunta ou não?



Casamento é sinônimo de união, logo não consigo ver muito sentido divisão da parte financeira. Todas as decisões de consumo e investimentos devem ser compartilhadas entre o casal, que precisa encarar as finanças pessoais com bastante disciplina. Cada um precisa saber o que está acontecendo com o outro para, juntos, terem uma estratégia para o futuro.

No meu ponto de vista, as contas separadas são “buracos” que ficam à espreita do primeiro passo falho de alguém – é como abrir espaço para a auto-sabotagem. É fundamental o casal ter contas correntes e investimentos conjuntos, afinal estão caminhando para um destino escolhido pelos dois. Já falamos mais sobre conta conjunta em outro artigo (clique aqui para ler).

Admito que este ponto é bastante polêmico e merece um debate muito mais aprofundado, mas o casal pode, dentro do orçamento, separar valores iguais para serem utilizados de forma individual ou mesmo manter contas individuais, mas respeitando sempre o orçamento discutido e não importando quem tem o maior salário.
Conclusão

No final das contas, o fundamental para a harmonia de um relacionamento é a consciência de quão importante é dividir direitos e responsabilidades. Lembre-se que para conquistar algo grande no futuro será indispensável abrir mão de alguns luxos no presente.

Quando se tem alguém para dividir a jornada, todas as conquistas ficam mais gostosas, além do que alcançá-las fica mais fácil.

Fonte: http://dinheirama.com/blog/2014/04/17/casamento-financas-3-pontos-nao-acabar-amor/


sábado, 7 de março de 2015

Existe segredos para um relacionamento próspero e feliz?

Sim ou não? 

Na verdade o ser humano busca a felicidade desde os seus primórdios e, talvez, por esse motivo, estamos aqui nesse planeta azul por tantas gerações.
Mas, não é tão simples assim. A tão sonhada felicidade entre casais não é algo materializado como diamante, ouro ou qualquer "coisa" do tipo, que nos preenche apenas apenas em nossas ansiedades financeiras, que por sinal, é uma das maiores destruidora de relacionamentos. Porém, não garante o que os casais mais esperam de suas uniões: a continuidade da paixão e do amor que os uniram. 
Lendo uma postagem do blog "Casal vencedor", encontrei umas dicas e boas contribuições que gostaria de compartilhar com meus seguidores. Espero que gostem.


     1. Agressividade: guarde-a para os desafetos, não para quem ama!

     Não raro, ante uma palavra mal expressada ou um ato incompreendido, o casal “se estranha” e passa a tratar-se de forma ríspida.  A doçura do amor que havia é trancada no calabouço da intransigência e a agressividade é libertada. Onde, bastaria uma simples reconsideração para amainar os ânimos, ergue-se uma parede quase intransponível. E, afinal, que lucro traz essa postura do casal?
     É certo, em verdade, que a agressividade é um manancial de prejuízos. Quando o amor sofre “pancadas” da ira momentânea, além da ruptura do sentimento, o patrimônio do casal entra em declínio. Saber entender, pois, um ao outro, é possível, imprescindível e um multiplicador de afeto e de bons frutos.
     Abrir o coração para a amistosidade, conversar em tom sereno e cordial, desculpar e ser desculpado, é uma forma de se chegar a um consenso e assim restabelecer o entendimento e reavivar o amor. Para que isso ocorra há que um ou outro ceder, mesmo a contragosto, afinal quando um abaixa a guarda o outro não ergue a espada!

>> 

    2. Amor: Poder que une corações, para sempre!

   De todos os sentimentos que envolvem o relacionamento de um casal, há um que norteia o comportamento, estreita a união e alarga os horizontes do entendimento, e escreve o destino com letras de ouro; um sentimento único, puro como o lúmen das estrelas, que perdoa, conforta a dor, ilumina as trevas da desesperança e faz resplandecer a aurora de um novo dia: o amor!
   O amor é o mais nobre dos sentimentos, aquele que une duas pessoas para, juntas, viverem a mesma vida até o final dos tempos. Sim, amigos, o amor é a aliança divinal que encadeia dois corações como se fosse uma só unidade!
  O amor é isso, docilidade, meiguice, calor humano; é dar-se sem nada pretender em troca; é condescender, ser amigo, cúmplice, amado, amante. É aceitar um ao outro com suas virtudes e defeitos, e, juntos, conjugarem o verbo viver em todos os seus tempos e formas.
  O amor é uma música suave que o casal deve cantar a uma única voz. E, a um só movimento, dançar, ventres unidos, a dança mágica que conduz os corpos à explosão do prazer e à perpetuação da vida!

>> 

    3.Ampliando o horizonte da felicidade:

   *Depois de lutar e desbravar os cinco continentes para conquistar novos horizontes, tendo a ajuda da pessoa amada, jamais se esqueça de tê-la ao seu lado quando for usufruir os deleites da praia do sucesso!

     *A pessoa, que agora é seu cônjuge, deve ser vista como um presente de Deus, alguém que entrou na sua vida para ajudar a construir: a construir um grande amor, uma bela família, um patrimônio, e, principalmente, para ajudar a construir a sua felicidade!

     *Você e a pessoa amada se uniram e agora são um casal. Olhem à frente, a aurora de um novo tempo: há um sol a brilhar no futuro. Sigam, mãos dadas, ao encontro dele. Não se desviem jamais dessa luz ou poderão separar-se e perder-se na escuridão!

   *Não lamentem que lhes falta o que em outros sobra. Se vocês têm honestidade, inteligência e perseverança, então é um casal fadado à conquista do sucesso!

     Inácio Dantas
     (do livro “Segredos para uma união vencedora!”)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O maior segredo guardado pelos casais bem-sucedidos


De acordo com Adam Grant, o mais popular e mais jovem professor titular da Wharton School [escola de administração de empresas da Universidade da Pensilvânia] e autor de "Give and Take: A Revolutionary Approach to Success", as pessoas se enquadram em uma de três categorias distintas: doadoras, trocadoras e tomadoras. Embora o livro de Grant tenha sido escrito para um público de negócios, suas teorias oferecem insights extraordinários sobre os relacionamentos românticos. A categoria da qual você faz parte pode muito bem determinar o êxito e a felicidade de seu relacionamento.
Por exemplo, alguma vez um relacionamento romântico fez você sentir que não é bom o bastante? Alguma vez um parceiro romântico tirou vantagem de você? Você já sentiu que deu tudo para alguém e acabou se sentindo exaurido? Nesse caso, pode ser que se enquadre na categoria do parceiro romântico "doador".
Fato interessante é que, embora o estilo doador possa ter suas desvantagens, os doadores geralmente são os parceiros mais atraentes e os que têm mais probabilidade de ter relacionamentos de longo prazo. Um estudo que examinou a característica mais valorizada em parceiros românticos potenciais sugere que homens e mulheres classificam a gentileza como um dos traços mais desejados. Os doadores também são os que mais tendem a ser afetuosos, qualidade que determina o sucesso de longo prazo de um relacionamento, sem falar em sua própria longevidade.



Para entender em que categoria você se enquadra e qual é a melhor maneira de lidar com seus relacionamentos com outros, segue um resumo dos três estilos de parceiros românticos.
Os doares são pessoas cuja motivação principal é cuidar de outros, velar para que outros fiquem bem e contribuir para outros e para a sociedade. Num relacionamento, estas são as pessoas que estão sempre pensando em presentes para seu parceiro, que levam os interesses do parceiro em consideração e que vivem pensando "o que mais posso fazer por você?". São pessoas fantásticas. Como Grant menciona no livro, todo o mundo gosta de ter doadores em volta, porque estes sempre gostam de contribuir e de pensar nos outros. Eles enxergam o relacionamento como oportunidade de dar e e de cuidar.
Quando são infelizes no relacionamento, os doadores muitas vezes acabam pensando que há algo de errado com eles. São eles os que pensam que não são amáveis o suficiente ou bons o suficiente, porque - em vez de colocar a culpa no parceiro - eles assumem a responsabilidade pessoal de fazer o relacionamento funcionar. Se não receberem o apoio de que necessitam do relacionamento, podem acabar por sentir-se sugados e exauridos.
Os trocadores tendem a manter uma folha de balanço num relacionamento. Quando eles dão, o fazem com a expectativa de receber algo em troca. Quando recebem algo, sentem que precisam dar alguma coisa de volta. Os trocadores são aqueles que "fazem as contas" e enxergam os relacionamentos um pouco como se fossem transações comerciais. São eles as pessoas que têm mais chances de dizer coisas como "eu fiz isso por você, mas você não fez aquilo por mim", ou "você pagou por isto, então eu pagarei por aquilo".
Os tomadores são exatamente isso: pessoas que tomam. Geralmente tratam as pessoas bem se e quando essas pessoas podem ajudá-los a alcançar seus objetivos. Grant chama a atenção para um fato interessante: à primeira vista, eles muitas vezes aparentam ser as pessoas mais encantadoras e carismáticas. Sabem como seduzir e como atrair as pessoas de modo geral, mas, por baixo da superfície, o que os motiva de fato é o esforço para satisfazer suas próprias vontades. É possível reconhecer um tomador porque ele costuma tratar mal as pessoas que acredita que não tenham utilidade para ele. Você sabe que está num relacionamento com um tomador quando se sente totalmente sugado, quer seja de dinheiro, afeto, tempo ou outra coisa. Uma vez que o tomador tenha arrancado de você tudo o que ele queria, você pode ser relegado à esfera desimportante da vida dele. O foco principal do tomador é sobre ele próprio.
Quem é o mais bem-sucedido e quem é o menos?
Grant chama a atenção para um fato fascinante sobre quem, entre esses três estilos, é o mais feliz e o mais bem-sucedido: o doador. E o tipo menos bem-sucedido? Também é o doador. Por quê? Os doadores que aprendem a orientar-se bem em um mundo que inclui trocadores e tomadores se saem muito bem. Todo o mundo gosta dos doadores, confia neles e os apoia quando eles precisam disso. Então por que os doadores também são as pessoas menos bem-sucedidas? Porque alguns doadores não sabem como orientar-se nesse mundo e, consequentemente, acabam sendo vítimas de aproveitadores. Se você é doador, isso já deve ter acontecido com você pelo menos uma vez na esfera profissional e pessoal.
Imagine um relacionamento entre um doador e um tomador. Esse tipo de relacionamento termina com o doador totalmente esgotado, possivelmente tendo exaurido suas economias, seu tempo e sua energia com alguém que exige sempre mais e mais e que nunca ou quase nunca satisfaz as necessidades de seu parceiro (a não ser que o faça temporariamente porque isso lhe convém no momento).
O que faz um doador ser bem-sucedido? Leia o livro de Adam Grant para ver sua lista completa de dicas. Uma dica que se destacou, para mim, foi a ideia de ser "doador com consciência". Consciência do quê? Tenha consciência de que neste mundo existem doadores, trocadores e tomadores. Observe as palavras e os atos das pessoas e você saberá quem é quem. Quando navega por seus relacionamentos românticos, amizades ou parcerias profissionais, procure descobrir a que categoria pertence seu parceiro potencial e não se deixe enganar pelas primeiras impressões (como foi observado acima, os tomadores são mestres em sedução, criando primeiras impressões positivas). Numa situação não romântica, você pode lidar com trocadores e tomadores adotando uma atitude de trocador (sei que isso é difícil para quem é doador!). Comece a falar coisas como "Ok, temos um acordo. Você faz isto, e em troca eu farei aquilo."
E num relacionamento romântico, como fica? Consultei Adam Grant enquanto estava escrevendo este texto, e ele compartilhou a seguinte dica sobre o amor de longo prazo: "Nos relacionamentos que dão mais certo, os dois parceiros são doadores. Em outras palavras, quando um relacionamento romântico funciona, trocadores e tomadores procuram doar. Os dois parceiros podem estar doando de maneiras distintas, mas cada um precisa estar disposto a apoiar o outro sem esperar algo em troca. Isto dito, quando as coisas ficam excessivamente desequilibradas, acho que todos nós nos tornamos trocadores." Imagine um relacionamento em que ambos os parceiros estão sempre satisfazendo as necessidades um do outro. Quando ocorre uma briga, os dois são os primeiros a dizer "sinto muito, foi culpa minha". Um relacionamento em que ambos vivem suas vidas pensando no que será melhor para o parceiro. É evidente que os trocadores e tomadores também estão à procura de doadores; logo, se você é doador, procure um doador para você, porque você merece.
Se você se reconhecer como trocador ou tomador, então, antes de mais nada, parabéns por ser tão sincero com você mesmo. É claro que, em vista das qualidades afetivas do doador e de ele ser tão voltado a prestar serviço, também é do seu interesse ter um parceiro que seja doador. Mas peço que você reflita sobre duas coisas:
Para começar, os doadores nunca ficarão inteiramente felizes a não ser que você lhes dê o mesmo apoio que eles dão a você. Eles acabarão por sentir-se esgotados, e talvez até o abandonem. Segundo estudo recente de Amie Gordon, da Universidade da Califórnia em Berkeley, as pessoas que sentem mais gratidão em seu relacionamento também sentem-se mais próximas do parceiro, mais satisfeitas com o relacionamento, e tendem a apresentar comportamentos mais construtivos e positivos no relacionamento. Em última análise, para ter um relacionamento positivo que o beneficie, você vai querer que seu parceiro seja feliz e vai querer lhe dar apoio em troca.
Em segundo lugar, como o livro de Grant delineia com clareza, os doadores são as pessoas que acabam sendo as mais bem-sucedidas e mais felizes, desde que ninguém se aproveite delas. Muitas pesquisas hoje mostram que um estilo de vida composto de gentileza e prestação de serviços a outros resulta em mais realização pessoal, além de saúde e felicidade. Logo, se você quiser ser feliz e bem-sucedido, é preciso que seja ou que se torne um doador.
Com o Dia de Ação de Graças e as festas de fim de ano se aproximando, é um ótimo momento para começar a ser doador. Afinal, não é disso que trata o amor?
© 2013 Emma Seppala, Ph.D.
www.emmaseppala.com

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Ética e Relacionamento Interpessoal


Ética e Relacionamento Interpessoal



ÉTICA é o conjunto de valores e conceitos que usamos para decidir as três grandes questões de nossa vida: QUERO, DEVO E POSSO. Quais os princípios que usamos: tem coisa que eu QUERO mas não DEVO; tem coisa que eu DEVO mas não POSSO e tem coisa que eu POSSO mas não QUERO. 
''VOCÊ TEM PAZ DE ESPIRITO, QUANDO AQUILO QUE VOCÊ TEM É O QUE VOCÊ PODE, E É O QUE VOCÊ DEVE”,( Mario Sérgio Cortella).

A Ética vai se construindo na sociedade, ela pode ser definida através de exemplos, princípios da sociedade, normatizações…O que diferencia a ética da moral?
Ética é o princípio, a moral é a prática…Ex: Eu tenho um princípio ético de não pegar o que não me pertence, meu comportamento moral será se eu roubo ou não.
Nem sempre o prático é o certo: “Tudo me é licito, mas nem tudo me convém”,(Apostolo Paulo, I Corintios). Isso significa que temos a liberdade de fazer, mas nem sempre devemos fazê-lo. Está escrito ainda no livro de Marcos, as palavras de Jesus, segundo os cristãos:
“De nada adianta o homem ganhar o mundo se ele perder sua alma.” Perder a capacidade de sermos honestos, perder a ombridade, integridade.

Ética e Relações
O que é Relacionamento Interpessoal?
Segundo o dicionário Aurélio é a relação que existe ou se efetua entre duas ou mais pessoas. O Relacionamento Interpessoal é a habilidade de interagir, conviver e contactuar adequadamente com as demais pessoas, em todos os níveis da organização, através de relações cordiais, empáticas e profissionais. 
Na vida prática, no cotidiano de convívio em família, no trabalho, com amigos, nos ambientes sociais, etc, como nos colocamos nestas relações? Como eu sou no trabalho? Na família”? Com os amigos? E qual é o segredo para o sucesso das relações interpessoais?
Nossas palavras são o resultado do estado emocional+pensamento+valores éticos= posicionamento sobre as situações da vida.
O posicionamento é expressado através da comunicação, das PALAVRAS.

As palavras que saem de nossa boca são proferidas a partir de um pensamento sobre algo. Quando falamos estamos transmitindo aos outros valores que temos (qual é a nossa ética). Cientificamente está provado que as palavras provocam reações químicas, físicas e psiquícas nas pessoas, nos animais e em nós mesmos. CUIDE DO QUE SAI DA SUA BOCA!! (Jairo Pennacchi). 

Todo homem sente RAIVA… isso acontece com todos nós, é da natureza humana, mas a intenção é que tenhamos a capacidade de refletir como cada um de nós lida com seus sentimentos de raiva, ira, irritação… e o que as palavras que dizemos quando estamos furiosos podem causar.
Uma palavra MAU DITA tem o poder de destruir OU salvar uma vida… 

A AUTO-OBSERVAÇÃO

Mudanças podem acontecer em nossa vida se conseguirmos nos auto-observar, olhar para nós mesmos e perceber nossos erros para corrigí-los. Disse um grande sábio:  “Se continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar recebendo o que sempre recebeu”. 

Todos nós necessitamos de PAZ interior e ela só poderá ser alcançada por meio da BONDADE, do AMOR, da GRATIDÃO.


Fonte: http://socialeconsultoria.blogspot.com.br/2012/06/etica-e-relacionamento-interpessoal.html

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pequenos detalhes que fazem a diferença em um relacionamento

Um Vídeo Que Revela o detalhes Quanto OS que iniciaram UMA Relação de: Não devem Ser colocados los Segundo plano.


Ser acordada com carícias, ganhar um telefonema durante o dia ou oferecer uma carona no fim do expediente. Esses pequenos gestos podem parecer banais, mas muitos casais apostam nas gentilezas para manter a paz no relacionamento. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, comprovou que essas atenções no dia a dia das relações fazem toda diferença.
Entre os casais entrevistados, 43% das mulheres e 36% dos homens disseram que o parceiro fez algo de bom no dia, concluindo que as gentilezas cotidianas como buscar um copo d’água, abrir a porta do carro ou oferecer um lanche, fortalecem o vinculo do casal, aumenta a expectativa de duração da relação, em ambos os sexos, e por fim, deixa os enamorados ainda mais satisfeitos com o seu relacionamento. E você? Já experimentou fazer um gentileza para seu amado ou amada hoje?


Veja ESSE Exemplo:




domingo, 31 de agosto de 2014

Quer ser feliz no casamento? Não Tenha filhos, diz estudo.

Caríssimos leitores e leitoras. É com enorme prazer e satisfação que trago mais essa contribuição para nosso blog com a certeza de que, em algum lugar dessa aldeia planetária, alguém estará se beneficiando dessa leitura.


Se você está infeliz no casamento, não culpe o parceiro, mas os seus filhos. É o que sugere uma pesquisa feita por cientistas da Open University, no Reino Unido.
Os especialistas ouviram durante dois anos cinco mil pessoas de várias faixas etárias, classes sociais e orientação sexual. E concluíram que casais sem filhos estão mais satisfeitos com seus relacionamentos. Também se sentem mais valorizados do que os casais com filhos.
A explicação científica para essa sensação é que os casais sem filhos dedicam mais tempo à manutenção do relacionamento. Conversam mais abertamente, apoiam mais o parceiro e dizem "eu te amo" com mais frequência.
A probabilidade de os pais sentirem falta de sexo é duas vezes maior do que os homens sem filhos. Segundo o estudo, as mães dizem que sentem menos vontade de fazer sexo do que seus parceiros. 
As mães disseram que estão mais insatisfeitas com a qualidade de seu relacionamento. No entanto, se sentem mais satisfeitas com a vida em geral do que qualquer outro grupo analisado. Logo, segundo os autores, ter filhos é uma fonte de felicidade para as mulheres.
As mães também têm duas vezes mais chances de dizer que seus filhos são as pessoas mais importantes em sua vida. Já os pais afirmam que suas parceiras são as pessoas com quem mais se importam.
Mas os cientistas concluíram que há como melhorar a situação dos casais que estão mais insatisfeitos. Dr. Jacqui Gabb, um dos autores do estudo, afirma que muitas pessoas consideram que alguns gestos são tão valiosas como ouvir “eu te amo”.
Agradecer e dar demonstrações de carinho – como preparar uma xícara de chá – são os gestos mais apreciados nos parceiros. Eles também valorizam a ajuda em tarefas domésticas por acreditar que isso contribui para a saúde do relacionamento e o bom funcionamento do lar.
Fonte:  http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/quer-ser-feliz-no-casamento-nao-tenha-filhos-diz-estudo

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Divórcio: organize as suas finanças



Olá pessoal!

Feliz 2014 para todos os leitores e leitoras desse blog.

Depois de navegar por alguns sítios que abordam a temática do nosso blog, encontrei essa matéria bem interessante sobre divórcio e finanças; principalmente para casais que já construíram um patrimônio durante o casamento.

O divórcio pode significar o fim de uma relação amorosa, mas não da vida financeira dos membros do casal. O Dinheiro dá-lhe algumas dicas para lidar com a situação

Rute Gonçalves Marques


"E viveram felizes para sempre" já não é o final de todas as histórias de amor. Entre 2003 e 2008, o número de divórcios anuais aumentou 17,5%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). São romances que chegam ao fim, mas também sociedades caseiras com património e responsabilidades cuja divisão consensual nem sempre é fácil. O Dinheiro dá-lhe algumas dicas para evitar que uma desgraça amorosa provoque uma crise financeira pessoal.

Ninguém ganha


O oficializar do fim do matrimónio dita que o património construído ao longo de uma vida a dois seja dividido pela metade. Ou seja, cada um dos membros do casal fica "metade menos rico". "Do ponto de vista financeiro, o divórcio é um prejuízo, onde ninguém sai a ganhar. Em quase 100% dos casos há uma redução da qualidade de vida", afirma Ricardo Candeias, advogado e coordenador do site divorcios.net .

Uma vez tomada a decisão da separação, é preciso agir de cabeça fria e evitar resoluções apressadas, pois uma vez tomadas é difícil voltar atrás. Regra geral, o divórcio parte em pé de desigualdade, há um cônjuge que quer a separação e outro que apenas aceita.
"Quem está 'a puxar a carroça' facilita do ponto de vista económico e dá mais do que devia dar, cometendo muitos erros". Por isso, o primeiro passo deverá ser arranjar um advogado. "A partilha geralmente envolve bens que têm um valor significativo, como os imóveis, pelo que deverá ser feita de forma fria e por terceiros (advogados ou solicitadores)", defende Candeias.

A casa e os impostos


Após a decisão, há as questões práticas a tratar: quem fica com o quê? O primeiro passo será apresentar a relação de bens na Conservatória, tendo previamente acordado quem fica com o imóvel de habitação permanente, a casa de férias, os carros, os quadros ou o conjunto de talheres de prata (a partilha).
Mas o divórcio significa ter de tomar muitas decisões difíceis e uma das mais importantes diz respeito à habitação. Muitas vezes, o ex-casal opta por vender o imóvel comprado em conjunto, mas se um deles o quiser conservar terá de comprar ao outro a sua quota-parte. Este é um dos principais erros cometidos por quem está em processo de divórcio. 

Em quase todos os casos, o imóvel é adquirido através de financiamento bancário, ou seja, há o activo e o passivo, e "normalmente quem está em processo de divórcio pensa que ao apresentar a relação de bens na conservatória, está a libertar-se da dívida que tem junto do banco", explica Ricardo Candeias. Errado. Ambos celebraram o contrato com a instituição e só com uma desoneração por parte do banco é que um deles pode sair do contrato mútuo. O advogado deixa o alerta: "é muito comum aparecerem pessoas ao fim de 6 ou 7 anos a queixarem-se que o banco lhes está a cobrar uma dívida, pois o outro deixou de pagar".
Quando um cônjuge quer comprar a metade da casa que pertence ao ex-companheiro, há boas e más notícias em relação aos impostos a pagar. Quando há a partilha, o cônjuge que comprar a parte do outro está isento de IMT - Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis Porém, se a casa for antiga prepare-se para pagar mais de IMI - Imposto Municipal sobre o Imóvel. O bem imobiliário será alvo de uma reavaliação por parte das finanças, que irão aplicar os novos coeficientes e, regra geral, há um aumento substancial deste imposto. 
Portanto, "se quiserem ter alguma defesa no ponto de vista fiscal, é conveniente irem protelando a partilha", sublinha o advogado especialista em divórcios.

Outro alerta deixado por Ricardo Candeias prende-se com a alteração das condições do contrato de crédito. Com o divórcio e a saída de um dos mutuários do contrato de financiamento, "há bancos que se aproveitam para aumentar os spreads e estabelecer outro tipo de condições, como penalizações por amortizações".

Doações e pensão de alimentos


Quando há crianças envolvidas, há a tendência de resolver a questão das partilhas fazendo doações aos filhos para facilitar o processo. "Isso é um erro crasso, pois pode haver filhos anteriores ao casamento ou podem vir a ter outros filhos, que ficam desfavorecidos". Por isso, diz o advogado, "as partilhas devem ser feitas tal e qual como manda a Lei". Ou seja, apura-se o património (activo e passivo) e cada um fica com a metade que lhe pertence.
Num cenário típico de divórcio, o pai sai de casa e fica a pagar a pensão de alimentos ao filho. Regra geral, para facilitar o processo, "admite desembolsar todos os meses um valor muito superior ao que tem de pagar e que consegue suportar", diz Ricardo Candeias. Nestes casos é comum que meses mais tarde a figura paternal se arrependa do valor inicialmente acordado, porque não o consegue suportar ou porque encontrou outra companheira, com quem teve filhos, e viu as despesas aumentarem para valores incomportáveis. Nesta fase pode ser tarde demais para voltar atrás na decisão do tribunal. "Quando não existe uma alteração na situação da pessoa, como por exemplo uma redução de ordenado ou despedimento, há dificuldade em conseguir diminuir o valor da pensão de alimentos", explica Candeias.

O ideal é regular as responsabilidades parentais antes do divórcio e não estabelecer um acordo que seja insustentável para a sua carteira. "Isto é muito importante, até porque há benefícios fiscais, uma vez que quem paga a pensão pode deduzir esse valor no IRS. Se não houver este documento, as finanças não aceitam as deduções".

Por fim, é importante encerrar a conta que tinham enquanto casal ou retirar o seu nome da mesma. Porém, pode dar-se o caso de o banco não permitir, por não estar resolvido o problema do mútuo. Neste caso, deverá abrir outra conta sozinho, onde movimente as suas poupanças.