Toda intimidade em um click

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O maior segredo guardado pelos casais bem-sucedidos


De acordo com Adam Grant, o mais popular e mais jovem professor titular da Wharton School [escola de administração de empresas da Universidade da Pensilvânia] e autor de "Give and Take: A Revolutionary Approach to Success", as pessoas se enquadram em uma de três categorias distintas: doadoras, trocadoras e tomadoras. Embora o livro de Grant tenha sido escrito para um público de negócios, suas teorias oferecem insights extraordinários sobre os relacionamentos românticos. A categoria da qual você faz parte pode muito bem determinar o êxito e a felicidade de seu relacionamento.
Por exemplo, alguma vez um relacionamento romântico fez você sentir que não é bom o bastante? Alguma vez um parceiro romântico tirou vantagem de você? Você já sentiu que deu tudo para alguém e acabou se sentindo exaurido? Nesse caso, pode ser que se enquadre na categoria do parceiro romântico "doador".
Fato interessante é que, embora o estilo doador possa ter suas desvantagens, os doadores geralmente são os parceiros mais atraentes e os que têm mais probabilidade de ter relacionamentos de longo prazo. Um estudo que examinou a característica mais valorizada em parceiros românticos potenciais sugere que homens e mulheres classificam a gentileza como um dos traços mais desejados. Os doadores também são os que mais tendem a ser afetuosos, qualidade que determina o sucesso de longo prazo de um relacionamento, sem falar em sua própria longevidade.



Para entender em que categoria você se enquadra e qual é a melhor maneira de lidar com seus relacionamentos com outros, segue um resumo dos três estilos de parceiros românticos.
Os doares são pessoas cuja motivação principal é cuidar de outros, velar para que outros fiquem bem e contribuir para outros e para a sociedade. Num relacionamento, estas são as pessoas que estão sempre pensando em presentes para seu parceiro, que levam os interesses do parceiro em consideração e que vivem pensando "o que mais posso fazer por você?". São pessoas fantásticas. Como Grant menciona no livro, todo o mundo gosta de ter doadores em volta, porque estes sempre gostam de contribuir e de pensar nos outros. Eles enxergam o relacionamento como oportunidade de dar e e de cuidar.
Quando são infelizes no relacionamento, os doadores muitas vezes acabam pensando que há algo de errado com eles. São eles os que pensam que não são amáveis o suficiente ou bons o suficiente, porque - em vez de colocar a culpa no parceiro - eles assumem a responsabilidade pessoal de fazer o relacionamento funcionar. Se não receberem o apoio de que necessitam do relacionamento, podem acabar por sentir-se sugados e exauridos.
Os trocadores tendem a manter uma folha de balanço num relacionamento. Quando eles dão, o fazem com a expectativa de receber algo em troca. Quando recebem algo, sentem que precisam dar alguma coisa de volta. Os trocadores são aqueles que "fazem as contas" e enxergam os relacionamentos um pouco como se fossem transações comerciais. São eles as pessoas que têm mais chances de dizer coisas como "eu fiz isso por você, mas você não fez aquilo por mim", ou "você pagou por isto, então eu pagarei por aquilo".
Os tomadores são exatamente isso: pessoas que tomam. Geralmente tratam as pessoas bem se e quando essas pessoas podem ajudá-los a alcançar seus objetivos. Grant chama a atenção para um fato interessante: à primeira vista, eles muitas vezes aparentam ser as pessoas mais encantadoras e carismáticas. Sabem como seduzir e como atrair as pessoas de modo geral, mas, por baixo da superfície, o que os motiva de fato é o esforço para satisfazer suas próprias vontades. É possível reconhecer um tomador porque ele costuma tratar mal as pessoas que acredita que não tenham utilidade para ele. Você sabe que está num relacionamento com um tomador quando se sente totalmente sugado, quer seja de dinheiro, afeto, tempo ou outra coisa. Uma vez que o tomador tenha arrancado de você tudo o que ele queria, você pode ser relegado à esfera desimportante da vida dele. O foco principal do tomador é sobre ele próprio.
Quem é o mais bem-sucedido e quem é o menos?
Grant chama a atenção para um fato fascinante sobre quem, entre esses três estilos, é o mais feliz e o mais bem-sucedido: o doador. E o tipo menos bem-sucedido? Também é o doador. Por quê? Os doadores que aprendem a orientar-se bem em um mundo que inclui trocadores e tomadores se saem muito bem. Todo o mundo gosta dos doadores, confia neles e os apoia quando eles precisam disso. Então por que os doadores também são as pessoas menos bem-sucedidas? Porque alguns doadores não sabem como orientar-se nesse mundo e, consequentemente, acabam sendo vítimas de aproveitadores. Se você é doador, isso já deve ter acontecido com você pelo menos uma vez na esfera profissional e pessoal.
Imagine um relacionamento entre um doador e um tomador. Esse tipo de relacionamento termina com o doador totalmente esgotado, possivelmente tendo exaurido suas economias, seu tempo e sua energia com alguém que exige sempre mais e mais e que nunca ou quase nunca satisfaz as necessidades de seu parceiro (a não ser que o faça temporariamente porque isso lhe convém no momento).
O que faz um doador ser bem-sucedido? Leia o livro de Adam Grant para ver sua lista completa de dicas. Uma dica que se destacou, para mim, foi a ideia de ser "doador com consciência". Consciência do quê? Tenha consciência de que neste mundo existem doadores, trocadores e tomadores. Observe as palavras e os atos das pessoas e você saberá quem é quem. Quando navega por seus relacionamentos românticos, amizades ou parcerias profissionais, procure descobrir a que categoria pertence seu parceiro potencial e não se deixe enganar pelas primeiras impressões (como foi observado acima, os tomadores são mestres em sedução, criando primeiras impressões positivas). Numa situação não romântica, você pode lidar com trocadores e tomadores adotando uma atitude de trocador (sei que isso é difícil para quem é doador!). Comece a falar coisas como "Ok, temos um acordo. Você faz isto, e em troca eu farei aquilo."
E num relacionamento romântico, como fica? Consultei Adam Grant enquanto estava escrevendo este texto, e ele compartilhou a seguinte dica sobre o amor de longo prazo: "Nos relacionamentos que dão mais certo, os dois parceiros são doadores. Em outras palavras, quando um relacionamento romântico funciona, trocadores e tomadores procuram doar. Os dois parceiros podem estar doando de maneiras distintas, mas cada um precisa estar disposto a apoiar o outro sem esperar algo em troca. Isto dito, quando as coisas ficam excessivamente desequilibradas, acho que todos nós nos tornamos trocadores." Imagine um relacionamento em que ambos os parceiros estão sempre satisfazendo as necessidades um do outro. Quando ocorre uma briga, os dois são os primeiros a dizer "sinto muito, foi culpa minha". Um relacionamento em que ambos vivem suas vidas pensando no que será melhor para o parceiro. É evidente que os trocadores e tomadores também estão à procura de doadores; logo, se você é doador, procure um doador para você, porque você merece.
Se você se reconhecer como trocador ou tomador, então, antes de mais nada, parabéns por ser tão sincero com você mesmo. É claro que, em vista das qualidades afetivas do doador e de ele ser tão voltado a prestar serviço, também é do seu interesse ter um parceiro que seja doador. Mas peço que você reflita sobre duas coisas:
Para começar, os doadores nunca ficarão inteiramente felizes a não ser que você lhes dê o mesmo apoio que eles dão a você. Eles acabarão por sentir-se esgotados, e talvez até o abandonem. Segundo estudo recente de Amie Gordon, da Universidade da Califórnia em Berkeley, as pessoas que sentem mais gratidão em seu relacionamento também sentem-se mais próximas do parceiro, mais satisfeitas com o relacionamento, e tendem a apresentar comportamentos mais construtivos e positivos no relacionamento. Em última análise, para ter um relacionamento positivo que o beneficie, você vai querer que seu parceiro seja feliz e vai querer lhe dar apoio em troca.
Em segundo lugar, como o livro de Grant delineia com clareza, os doadores são as pessoas que acabam sendo as mais bem-sucedidas e mais felizes, desde que ninguém se aproveite delas. Muitas pesquisas hoje mostram que um estilo de vida composto de gentileza e prestação de serviços a outros resulta em mais realização pessoal, além de saúde e felicidade. Logo, se você quiser ser feliz e bem-sucedido, é preciso que seja ou que se torne um doador.
Com o Dia de Ação de Graças e as festas de fim de ano se aproximando, é um ótimo momento para começar a ser doador. Afinal, não é disso que trata o amor?
© 2013 Emma Seppala, Ph.D.
www.emmaseppala.com

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Ética e Relacionamento Interpessoal


Ética e Relacionamento Interpessoal



ÉTICA é o conjunto de valores e conceitos que usamos para decidir as três grandes questões de nossa vida: QUERO, DEVO E POSSO. Quais os princípios que usamos: tem coisa que eu QUERO mas não DEVO; tem coisa que eu DEVO mas não POSSO e tem coisa que eu POSSO mas não QUERO. 
''VOCÊ TEM PAZ DE ESPIRITO, QUANDO AQUILO QUE VOCÊ TEM É O QUE VOCÊ PODE, E É O QUE VOCÊ DEVE”,( Mario Sérgio Cortella).

A Ética vai se construindo na sociedade, ela pode ser definida através de exemplos, princípios da sociedade, normatizações…O que diferencia a ética da moral?
Ética é o princípio, a moral é a prática…Ex: Eu tenho um princípio ético de não pegar o que não me pertence, meu comportamento moral será se eu roubo ou não.
Nem sempre o prático é o certo: “Tudo me é licito, mas nem tudo me convém”,(Apostolo Paulo, I Corintios). Isso significa que temos a liberdade de fazer, mas nem sempre devemos fazê-lo. Está escrito ainda no livro de Marcos, as palavras de Jesus, segundo os cristãos:
“De nada adianta o homem ganhar o mundo se ele perder sua alma.” Perder a capacidade de sermos honestos, perder a ombridade, integridade.

Ética e Relações
O que é Relacionamento Interpessoal?
Segundo o dicionário Aurélio é a relação que existe ou se efetua entre duas ou mais pessoas. O Relacionamento Interpessoal é a habilidade de interagir, conviver e contactuar adequadamente com as demais pessoas, em todos os níveis da organização, através de relações cordiais, empáticas e profissionais. 
Na vida prática, no cotidiano de convívio em família, no trabalho, com amigos, nos ambientes sociais, etc, como nos colocamos nestas relações? Como eu sou no trabalho? Na família”? Com os amigos? E qual é o segredo para o sucesso das relações interpessoais?
Nossas palavras são o resultado do estado emocional+pensamento+valores éticos= posicionamento sobre as situações da vida.
O posicionamento é expressado através da comunicação, das PALAVRAS.

As palavras que saem de nossa boca são proferidas a partir de um pensamento sobre algo. Quando falamos estamos transmitindo aos outros valores que temos (qual é a nossa ética). Cientificamente está provado que as palavras provocam reações químicas, físicas e psiquícas nas pessoas, nos animais e em nós mesmos. CUIDE DO QUE SAI DA SUA BOCA!! (Jairo Pennacchi). 

Todo homem sente RAIVA… isso acontece com todos nós, é da natureza humana, mas a intenção é que tenhamos a capacidade de refletir como cada um de nós lida com seus sentimentos de raiva, ira, irritação… e o que as palavras que dizemos quando estamos furiosos podem causar.
Uma palavra MAU DITA tem o poder de destruir OU salvar uma vida… 

A AUTO-OBSERVAÇÃO

Mudanças podem acontecer em nossa vida se conseguirmos nos auto-observar, olhar para nós mesmos e perceber nossos erros para corrigí-los. Disse um grande sábio:  “Se continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar recebendo o que sempre recebeu”. 

Todos nós necessitamos de PAZ interior e ela só poderá ser alcançada por meio da BONDADE, do AMOR, da GRATIDÃO.


Fonte: http://socialeconsultoria.blogspot.com.br/2012/06/etica-e-relacionamento-interpessoal.html

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pequenos detalhes que fazem a diferença em um relacionamento

Um Vídeo Que Revela o detalhes Quanto OS que iniciaram UMA Relação de: Não devem Ser colocados los Segundo plano.


Ser acordada com carícias, ganhar um telefonema durante o dia ou oferecer uma carona no fim do expediente. Esses pequenos gestos podem parecer banais, mas muitos casais apostam nas gentilezas para manter a paz no relacionamento. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, comprovou que essas atenções no dia a dia das relações fazem toda diferença.
Entre os casais entrevistados, 43% das mulheres e 36% dos homens disseram que o parceiro fez algo de bom no dia, concluindo que as gentilezas cotidianas como buscar um copo d’água, abrir a porta do carro ou oferecer um lanche, fortalecem o vinculo do casal, aumenta a expectativa de duração da relação, em ambos os sexos, e por fim, deixa os enamorados ainda mais satisfeitos com o seu relacionamento. E você? Já experimentou fazer um gentileza para seu amado ou amada hoje?


Veja ESSE Exemplo:




domingo, 31 de agosto de 2014

Quer ser feliz no casamento? Não Tenha filhos, diz estudo.

Caríssimos leitores e leitoras. É com enorme prazer e satisfação que trago mais essa contribuição para nosso blog com a certeza de que, em algum lugar dessa aldeia planetária, alguém estará se beneficiando dessa leitura.


Se você está infeliz no casamento, não culpe o parceiro, mas os seus filhos. É o que sugere uma pesquisa feita por cientistas da Open University, no Reino Unido.
Os especialistas ouviram durante dois anos cinco mil pessoas de várias faixas etárias, classes sociais e orientação sexual. E concluíram que casais sem filhos estão mais satisfeitos com seus relacionamentos. Também se sentem mais valorizados do que os casais com filhos.
A explicação científica para essa sensação é que os casais sem filhos dedicam mais tempo à manutenção do relacionamento. Conversam mais abertamente, apoiam mais o parceiro e dizem "eu te amo" com mais frequência.
A probabilidade de os pais sentirem falta de sexo é duas vezes maior do que os homens sem filhos. Segundo o estudo, as mães dizem que sentem menos vontade de fazer sexo do que seus parceiros. 
As mães disseram que estão mais insatisfeitas com a qualidade de seu relacionamento. No entanto, se sentem mais satisfeitas com a vida em geral do que qualquer outro grupo analisado. Logo, segundo os autores, ter filhos é uma fonte de felicidade para as mulheres.
As mães também têm duas vezes mais chances de dizer que seus filhos são as pessoas mais importantes em sua vida. Já os pais afirmam que suas parceiras são as pessoas com quem mais se importam.
Mas os cientistas concluíram que há como melhorar a situação dos casais que estão mais insatisfeitos. Dr. Jacqui Gabb, um dos autores do estudo, afirma que muitas pessoas consideram que alguns gestos são tão valiosas como ouvir “eu te amo”.
Agradecer e dar demonstrações de carinho – como preparar uma xícara de chá – são os gestos mais apreciados nos parceiros. Eles também valorizam a ajuda em tarefas domésticas por acreditar que isso contribui para a saúde do relacionamento e o bom funcionamento do lar.
Fonte:  http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/quer-ser-feliz-no-casamento-nao-tenha-filhos-diz-estudo

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Divórcio: organize as suas finanças



Olá pessoal!

Feliz 2014 para todos os leitores e leitoras desse blog.

Depois de navegar por alguns sítios que abordam a temática do nosso blog, encontrei essa matéria bem interessante sobre divórcio e finanças; principalmente para casais que já construíram um patrimônio durante o casamento.

O divórcio pode significar o fim de uma relação amorosa, mas não da vida financeira dos membros do casal. O Dinheiro dá-lhe algumas dicas para lidar com a situação

Rute Gonçalves Marques


"E viveram felizes para sempre" já não é o final de todas as histórias de amor. Entre 2003 e 2008, o número de divórcios anuais aumentou 17,5%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). São romances que chegam ao fim, mas também sociedades caseiras com património e responsabilidades cuja divisão consensual nem sempre é fácil. O Dinheiro dá-lhe algumas dicas para evitar que uma desgraça amorosa provoque uma crise financeira pessoal.

Ninguém ganha


O oficializar do fim do matrimónio dita que o património construído ao longo de uma vida a dois seja dividido pela metade. Ou seja, cada um dos membros do casal fica "metade menos rico". "Do ponto de vista financeiro, o divórcio é um prejuízo, onde ninguém sai a ganhar. Em quase 100% dos casos há uma redução da qualidade de vida", afirma Ricardo Candeias, advogado e coordenador do site divorcios.net .

Uma vez tomada a decisão da separação, é preciso agir de cabeça fria e evitar resoluções apressadas, pois uma vez tomadas é difícil voltar atrás. Regra geral, o divórcio parte em pé de desigualdade, há um cônjuge que quer a separação e outro que apenas aceita.
"Quem está 'a puxar a carroça' facilita do ponto de vista económico e dá mais do que devia dar, cometendo muitos erros". Por isso, o primeiro passo deverá ser arranjar um advogado. "A partilha geralmente envolve bens que têm um valor significativo, como os imóveis, pelo que deverá ser feita de forma fria e por terceiros (advogados ou solicitadores)", defende Candeias.

A casa e os impostos


Após a decisão, há as questões práticas a tratar: quem fica com o quê? O primeiro passo será apresentar a relação de bens na Conservatória, tendo previamente acordado quem fica com o imóvel de habitação permanente, a casa de férias, os carros, os quadros ou o conjunto de talheres de prata (a partilha).
Mas o divórcio significa ter de tomar muitas decisões difíceis e uma das mais importantes diz respeito à habitação. Muitas vezes, o ex-casal opta por vender o imóvel comprado em conjunto, mas se um deles o quiser conservar terá de comprar ao outro a sua quota-parte. Este é um dos principais erros cometidos por quem está em processo de divórcio. 

Em quase todos os casos, o imóvel é adquirido através de financiamento bancário, ou seja, há o activo e o passivo, e "normalmente quem está em processo de divórcio pensa que ao apresentar a relação de bens na conservatória, está a libertar-se da dívida que tem junto do banco", explica Ricardo Candeias. Errado. Ambos celebraram o contrato com a instituição e só com uma desoneração por parte do banco é que um deles pode sair do contrato mútuo. O advogado deixa o alerta: "é muito comum aparecerem pessoas ao fim de 6 ou 7 anos a queixarem-se que o banco lhes está a cobrar uma dívida, pois o outro deixou de pagar".
Quando um cônjuge quer comprar a metade da casa que pertence ao ex-companheiro, há boas e más notícias em relação aos impostos a pagar. Quando há a partilha, o cônjuge que comprar a parte do outro está isento de IMT - Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis Porém, se a casa for antiga prepare-se para pagar mais de IMI - Imposto Municipal sobre o Imóvel. O bem imobiliário será alvo de uma reavaliação por parte das finanças, que irão aplicar os novos coeficientes e, regra geral, há um aumento substancial deste imposto. 
Portanto, "se quiserem ter alguma defesa no ponto de vista fiscal, é conveniente irem protelando a partilha", sublinha o advogado especialista em divórcios.

Outro alerta deixado por Ricardo Candeias prende-se com a alteração das condições do contrato de crédito. Com o divórcio e a saída de um dos mutuários do contrato de financiamento, "há bancos que se aproveitam para aumentar os spreads e estabelecer outro tipo de condições, como penalizações por amortizações".

Doações e pensão de alimentos


Quando há crianças envolvidas, há a tendência de resolver a questão das partilhas fazendo doações aos filhos para facilitar o processo. "Isso é um erro crasso, pois pode haver filhos anteriores ao casamento ou podem vir a ter outros filhos, que ficam desfavorecidos". Por isso, diz o advogado, "as partilhas devem ser feitas tal e qual como manda a Lei". Ou seja, apura-se o património (activo e passivo) e cada um fica com a metade que lhe pertence.
Num cenário típico de divórcio, o pai sai de casa e fica a pagar a pensão de alimentos ao filho. Regra geral, para facilitar o processo, "admite desembolsar todos os meses um valor muito superior ao que tem de pagar e que consegue suportar", diz Ricardo Candeias. Nestes casos é comum que meses mais tarde a figura paternal se arrependa do valor inicialmente acordado, porque não o consegue suportar ou porque encontrou outra companheira, com quem teve filhos, e viu as despesas aumentarem para valores incomportáveis. Nesta fase pode ser tarde demais para voltar atrás na decisão do tribunal. "Quando não existe uma alteração na situação da pessoa, como por exemplo uma redução de ordenado ou despedimento, há dificuldade em conseguir diminuir o valor da pensão de alimentos", explica Candeias.

O ideal é regular as responsabilidades parentais antes do divórcio e não estabelecer um acordo que seja insustentável para a sua carteira. "Isto é muito importante, até porque há benefícios fiscais, uma vez que quem paga a pensão pode deduzir esse valor no IRS. Se não houver este documento, as finanças não aceitam as deduções".

Por fim, é importante encerrar a conta que tinham enquanto casal ou retirar o seu nome da mesma. Porém, pode dar-se o caso de o banco não permitir, por não estar resolvido o problema do mútuo. Neste caso, deverá abrir outra conta sozinho, onde movimente as suas poupanças.